Nós passamos dias, meses e até anos esperando por alguma coisa. Eu esperei por mim mesma.
Esperei sair dessa toca, desse poço que estava perto demais do precipício em que me joguei, segurando graciosamente essa tua mão.
Essa tua mão fraca, que me deixou cair, que me despedaçou, que machucou não só meu coração, mas eu inteira. Veja como estive por você. Ridiculamente quebrada.
No nosso dia te entreguei meus sentimentos. Mais uma vez. Joguei todos fora, retirei-os de minha mente e entreguei em forma de papel pra ti. Pra que pudesse ver tudo que senti.
Porque você sabe, das palavras nós não fugimos, e esta folha de papel que dei pra ti estará guardada sempre, não importa quantas vezes você a jogue para longe ou queime. Estão guardadas.
Tanto em você, como em mim.
E hoje é o dia de superar. Não se engane, quando disse que ia embora, eu FUI embora. Estou indo embora, todos os dias, enquanto seu modo previsível despedaça o que restou do que um dia chamaram de meu coração.
Ontem foi apenas um dia desses que se passou, mais sem você, menos um que sinto sua falta. Hoje, talvez eu sinta, talvez eu queira, mas não mais. E amanhã, quem sabe, isso vá sumindo.
Do mesmo modo que um trem parte. Em direção ao nada, pois é pra lá que esse amor que tão ingenua dei pra ti vai. Acabou, tem que ter acabado.
Quando você escorregar deste precipício, sentirá então que desta vez, quem estará desprotegido e sem mãos para agarrar, não sera mais eu. Nunca mais será.
Talvez se você crescesse, e escrevesse um novo conto nessa sua vida tediosa, algo que te fizesse acordar e perceber o grande bosta que você está tentando se tornar, nós possamos conversar.
Até lá, você fica. Eu vou embora.
Agora, a decisão é minha.
Levo embora esse meu coração que está tentando parar de sangrar todos os dias e que um dia vai se reconstruir, porque esse amor que nutri por ti não é tudo que tenho, não é, e hoje, eu fico com o que restou disso.
E vou juntar cada pedaçinho, não importa o tempo que demore, não importa, desde que me livre dessa dor incessante que você sem perceber me fez sentir.
Obrigado por não mudar. Obrigado por não estar aqui.
Mas acima de tudo, obrigado por me fazer crescer. :)
Trechos me lembraram muito de Infância da Fresno, rs.
ResponderExcluirLembra que tu vivia me perguntando porque é que eu tinha mudado tanto? E porque eu tava tão 'bad boy'. Acho que agora, tu sabe a resposta.
Texto foda.
beijo