Você já se olhou no espelho e se perguntou se isso que você se tornou hoje é tudo que você sempre quis?
Essa é uma daquelas perguntas que tem me tirado o sono, ou algo assim. Aquelas perguntas que você joga embaixo do tapete e finge que nem existem, mas quando você tenta fechar os olhos, elas aparecem e tiram de você a única parte do dia que te faz ser capaz de sonhar, dessa vez de verdade.
Como eu posso saber se sou tudo o que achei que seria um dia, se nem ao menos sei quem sou?
Como saber se todas minhas atitudes me levaram pra um lugar correto?
Como saber se tudo isso é certo, ou errado?
Como saber quando parar de insistir e começar a desistir?
Às vezes me olho no espelho e não me reconheço mais, talvez seja verdade, eu realmente não seja mais a mesma e não sei o que fazer com isso em mãos. Só não sei.
Afinal, as pessoas mudam constantemente, certo? É isso que torna a vida essa coisa imprevisivel.
Mas e quando você não sabe se essa mudança foi boa?
E quando essa mudança fez você se perder, ou pior, se encontrar e ver o que você é?
E agora, o que você faz quando sai do escuro?
Without -
sexta-feira, 1 de abril de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
não mais
Sabe, estive pensando nas palavras que deveria usar pra falar sobre você. Sobre o que houve.
Não vou jogar mil palavras ao vento que talvez não tenham sentido, que talvez não sejam as que eu realmente gostaria de estar falando.. escrevendo.
Eu sempre achei interessante esse tipo de pensamento, a forma como você equilibra tudo o que quer falar e transcreve em tópicos, como se não fosse nada, como se fosse fácil e estivesse ao alcance de todos ler e entender sobre o que você diz. Nem você mesmo deve saber.
Foi como um sopro, um sopro de vida, quem sabe? Ainda não entendi o que foi, e se já foi. Foi como levantar os olhos e de repente sentir aquele vento, aquele que você sente que vai durar horas, que vai fazer você sentir vida, e com um passe de mágica se vai, como se nunca estivesse passado ali.. mas esteve, sim, acredite. Quando você fecha os olhos e vê o sol te cegando, você se recorda daquilo.. Um vento? Não, muito rápido pra ser chamado disso. Talvez um sopro. Só. Uma brisa. Algo que veio e fez você pensar e esperar demais, crer demais, pra ir embora assim, do jeito que veio. Sem perguntar se podia entrar, se podia tomar conta de coisas, coisas demais. Sem perguntar se você realmente queria parar de estar naquela situação, pra começar a viver outra.
E lá está você. Vivendo outra coisa. Respirando de novo. E ele se foi.
E então você olha pra trás, com esses seus olhos cheio de medo, sim, medo, por ter deixado ele vir e entrar tão rápido em você, aquele sopro. Porque pra você, ele fez mais sentido que todo aquele vendaval que até então era tudo que você conhecia. Chegou rápido, durou segundos. Mas de forma tranquila, de forma que fez você repensar tudo o que já havia acontecido. E fim.
Bem assim, bem teatral, bem nada, assim como você temeu. Você conseguiu.
Tudo que imaginou, está aí. É agora.
De alguma forma, aqueles segundos pareceram décadas. Começa-se a repensar o significado real da palavra TEMPO e o quanto ele modifica as coisas. O quanto o tempo é na verdade nada. O quanto a intensidade pode modificar o que às vezes nenhum tipo de tempo modifica.
E hoje? Hoje vai tudo bem. Obrigado.
H0je a gente procura alguém, aquela pessoa, pra que você possa contar o que houve com você, pra que talvez alguém entenda e te explique o que foi isso que acabou de te acontecer. Ou talvez já faça tempo. O que importa é que é. É assim.
E nas fotos, aquelas antigas fotos, anos atrás, eu estava sorrindo, sem esperar que hoje olhar pra elas não mais faria sentido, porque você está nelas. É. Como se hoje bastasse alguma palavra bonita sobre como o tempo não afetou o sentimento pra você. Afinal, já afetou coisas demais, não acha?
O tempo? O tempo não nos caiu bem,
mas quem sabe, um dia... é o que você tem me feito acreditar, não é?
Um dia...
É o que tem pra hoje.
Não vou jogar mil palavras ao vento que talvez não tenham sentido, que talvez não sejam as que eu realmente gostaria de estar falando.. escrevendo.
Eu sempre achei interessante esse tipo de pensamento, a forma como você equilibra tudo o que quer falar e transcreve em tópicos, como se não fosse nada, como se fosse fácil e estivesse ao alcance de todos ler e entender sobre o que você diz. Nem você mesmo deve saber.
Foi como um sopro, um sopro de vida, quem sabe? Ainda não entendi o que foi, e se já foi. Foi como levantar os olhos e de repente sentir aquele vento, aquele que você sente que vai durar horas, que vai fazer você sentir vida, e com um passe de mágica se vai, como se nunca estivesse passado ali.. mas esteve, sim, acredite. Quando você fecha os olhos e vê o sol te cegando, você se recorda daquilo.. Um vento? Não, muito rápido pra ser chamado disso. Talvez um sopro. Só. Uma brisa. Algo que veio e fez você pensar e esperar demais, crer demais, pra ir embora assim, do jeito que veio. Sem perguntar se podia entrar, se podia tomar conta de coisas, coisas demais. Sem perguntar se você realmente queria parar de estar naquela situação, pra começar a viver outra.
E lá está você. Vivendo outra coisa. Respirando de novo. E ele se foi.
E então você olha pra trás, com esses seus olhos cheio de medo, sim, medo, por ter deixado ele vir e entrar tão rápido em você, aquele sopro. Porque pra você, ele fez mais sentido que todo aquele vendaval que até então era tudo que você conhecia. Chegou rápido, durou segundos. Mas de forma tranquila, de forma que fez você repensar tudo o que já havia acontecido. E fim.
Bem assim, bem teatral, bem nada, assim como você temeu. Você conseguiu.
Tudo que imaginou, está aí. É agora.
De alguma forma, aqueles segundos pareceram décadas. Começa-se a repensar o significado real da palavra TEMPO e o quanto ele modifica as coisas. O quanto o tempo é na verdade nada. O quanto a intensidade pode modificar o que às vezes nenhum tipo de tempo modifica.
E hoje? Hoje vai tudo bem. Obrigado.
H0je a gente procura alguém, aquela pessoa, pra que você possa contar o que houve com você, pra que talvez alguém entenda e te explique o que foi isso que acabou de te acontecer. Ou talvez já faça tempo. O que importa é que é. É assim.
E nas fotos, aquelas antigas fotos, anos atrás, eu estava sorrindo, sem esperar que hoje olhar pra elas não mais faria sentido, porque você está nelas. É. Como se hoje bastasse alguma palavra bonita sobre como o tempo não afetou o sentimento pra você. Afinal, já afetou coisas demais, não acha?
O tempo? O tempo não nos caiu bem,
mas quem sabe, um dia... é o que você tem me feito acreditar, não é?
Um dia...
É o que tem pra hoje.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
just.. don't
Por hoje, eu vou escrever que cansei de ir atrás, de escrever rimas, canções, dizendo o que farei ou que faria por alguém – mesmo que esse alguém não saiba realmente que é a minha inspiração.
Por hoje, eu não farei nada, hoje será uma espera; esperar que me façam uma surpresa, que me surpreendam.
Por hoje, não escreverei mais sobre minhas intenções, sonhos e desejos, esperarei atos que sejam direcionados à mim, e a mais ninguém.
Hoje, só hoje, as coisas não irão depender de mim.
Hoje eu abri mão.
Um dia frio –
.que me esquente com teu abraço
Por hoje, eu não farei nada, hoje será uma espera; esperar que me façam uma surpresa, que me surpreendam.
Por hoje, não escreverei mais sobre minhas intenções, sonhos e desejos, esperarei atos que sejam direcionados à mim, e a mais ninguém.
Hoje, só hoje, as coisas não irão depender de mim.
Hoje eu abri mão.
Um dia frio –
.que me esquente com teu abraço
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
behind closed doors :)
Hoje é dia três de janeiro de 2011. É, mais um ano começa.
Neste ano, não estou apostando tanto em tantas coisas, nem fazendo milhões de planos e promessas que talvez sejam esquecidas até o carnaval. Este ano, tudo vai ser diferente.
Me recordo do ano de 2010.
Foi um ano um tanto quanto conturbado, cheio de promessas e sonhos, e adivinhe onde tudo isso foi parar? Naquela palavra, aquela palavrinha que costuma modificar destinos e roteiros, de um jeito nada promissor. Ilusão. Nem ouso tentar explicar o sentido dessa palavra, só quem passa a entende, e eu espero que você não entenda.
Foi metade do ano criando sonhos e expectativas, e a outra metade tentando viver quebrando e pisando em cima de cada uma delas, uma por uma, como se não fossem nada, já que pra algumas pessoas era isso, NADA. E a vida segue em frente. Você consegue continuar fazendo as atividades diárias, quase ninguém nota como sua vida sofreu uma modificação. Como você mudou. Ninguém crê. Você já passou da idade de refletir em todo o seu guarda roupa a mudança que na verdade ocorreu na sua mente e principalmente, no seu coração. Continua. Respira, faz coisas que um dia achou estúpidas, passa por cima de conceitos que eram teus, e você vai. Vai até o alto, você pensa estar nas nuvens, e um dia acorda e se depara com o mais profundo poço. Aquele mesmo. Você culpa os outros, você acha que é tudo culpa deles. E não é. Nunca é. Você sempre vai sofrer, mas estar no fundo daquele poço, foi opção sua, e só sua. Então você tenta modificar seu destino novamente, sai para lugares diferentes, faz as famosas loucurinhas e começa a sentir aquele sopro de felicidade. Ela vai embora rápido, tenho que assumir. Mas começou a passar por ali, pelo menos. Então você começa a querer perdoar, perdoar todo aqueles que te fizeram mal, te fizeram sofrer, e não tiveram nem a decência de te dizer: ADEUS pra que você pudesse tentar se acostumar aos poucos com aquela ausência. Você os perdoa e, acima disso, SE perdoa por permitir que fizessem tudo aquilo com você. É uma página virada. Mas ainda sangra, ainda te atormenta, mas você sorri, olha pra trás e pensa que tem um motivo pra estar lá, e é lá que deve continuar. Você começa a acreditar naquele sorriso, e crer que um dia, ele realmente será real. E vai ser. Então você finalmente está pronto pra se permitir. Começa a voltar a ser quem um dia você foi. Não, mentira. Você nunca mais será igual. Hoje você é uma nova versão do que um dia você foi. E está feliz assim, apesar das cicatrizes te causarem novos receios. Não se arrependa do tempo fazendo sonhos, que talvez, mas só talvez, tenham sido feitos só por você e por mais ninguém, pois um dia, eles foram reais. Mesmo que por um décimo de segundo, eles foram. Acredite nisso. Deixe eles irem embora agora.
O meu ano estava quase no fim, e tive ciência de tudo isso. Estive em paz. E um dia, aquilo aconteceu. Eu fui sorrindo, eu fui dançando, eu fui sendo apenas.. eu. Coisa que eeu não era fazia um tempo, graças a você e a mim. E eu gostei disso. Gostei de mim, sentia saudades disso. Senti saudades de sorrir e de me sentir querida, e é assim que me sinto hoje. Dia 3 de janeiro. Um novo começo. Sem tantas expectativas, já que viver tem me tomado muito tempo. Hoje eu não espero mais, vou atrás. Hoje, quem mais importa, sou eu. Nunca mais será como foi um dia, mas ainda assim, talvez um dia, seja até pior. Ou melhor. Mas você sabe, no fundo, que depois de tudo que aconteceu, nada mais vai te fazer cair. E se fizer, você vai conseguir levantar, com passos leves e graciosos, até levantar e sorrir para o mundo, dizer que hoje, você se basta e quem estiver com você, é porque também consegue ver e crer nisso, crer em si mesmo. É isso. Hoje eu não quero todas as loucuras, eu quero alguém, eu quero você, pra estar aqui. Apenas estar. Eu quero você pra conversar, eu quero ouvir você tocar e cantar enquanto eu olho e penso como pude não saber como era alguém que realmente estava presente. Você está. Por quanto tempo? Não importa. O que importa é que está, e estou feliz. Feliz mesmo.
"E me dá uma saudade irracional de você. Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas… Dizer que te considero - pode ser por mais um mês, por mais um ano, ou quem sabe por uma vida - e que hoje, só por hoje ou a partir de hoje (de ontem, de sempre e de nunca), é sincero…"
Neste ano, não estou apostando tanto em tantas coisas, nem fazendo milhões de planos e promessas que talvez sejam esquecidas até o carnaval. Este ano, tudo vai ser diferente.
Me recordo do ano de 2010.
Foi um ano um tanto quanto conturbado, cheio de promessas e sonhos, e adivinhe onde tudo isso foi parar? Naquela palavra, aquela palavrinha que costuma modificar destinos e roteiros, de um jeito nada promissor. Ilusão. Nem ouso tentar explicar o sentido dessa palavra, só quem passa a entende, e eu espero que você não entenda.
Foi metade do ano criando sonhos e expectativas, e a outra metade tentando viver quebrando e pisando em cima de cada uma delas, uma por uma, como se não fossem nada, já que pra algumas pessoas era isso, NADA. E a vida segue em frente. Você consegue continuar fazendo as atividades diárias, quase ninguém nota como sua vida sofreu uma modificação. Como você mudou. Ninguém crê. Você já passou da idade de refletir em todo o seu guarda roupa a mudança que na verdade ocorreu na sua mente e principalmente, no seu coração. Continua. Respira, faz coisas que um dia achou estúpidas, passa por cima de conceitos que eram teus, e você vai. Vai até o alto, você pensa estar nas nuvens, e um dia acorda e se depara com o mais profundo poço. Aquele mesmo. Você culpa os outros, você acha que é tudo culpa deles. E não é. Nunca é. Você sempre vai sofrer, mas estar no fundo daquele poço, foi opção sua, e só sua. Então você tenta modificar seu destino novamente, sai para lugares diferentes, faz as famosas loucurinhas e começa a sentir aquele sopro de felicidade. Ela vai embora rápido, tenho que assumir. Mas começou a passar por ali, pelo menos. Então você começa a querer perdoar, perdoar todo aqueles que te fizeram mal, te fizeram sofrer, e não tiveram nem a decência de te dizer: ADEUS pra que você pudesse tentar se acostumar aos poucos com aquela ausência. Você os perdoa e, acima disso, SE perdoa por permitir que fizessem tudo aquilo com você. É uma página virada. Mas ainda sangra, ainda te atormenta, mas você sorri, olha pra trás e pensa que tem um motivo pra estar lá, e é lá que deve continuar. Você começa a acreditar naquele sorriso, e crer que um dia, ele realmente será real. E vai ser. Então você finalmente está pronto pra se permitir. Começa a voltar a ser quem um dia você foi. Não, mentira. Você nunca mais será igual. Hoje você é uma nova versão do que um dia você foi. E está feliz assim, apesar das cicatrizes te causarem novos receios. Não se arrependa do tempo fazendo sonhos, que talvez, mas só talvez, tenham sido feitos só por você e por mais ninguém, pois um dia, eles foram reais. Mesmo que por um décimo de segundo, eles foram. Acredite nisso. Deixe eles irem embora agora.
O meu ano estava quase no fim, e tive ciência de tudo isso. Estive em paz. E um dia, aquilo aconteceu. Eu fui sorrindo, eu fui dançando, eu fui sendo apenas.. eu. Coisa que eeu não era fazia um tempo, graças a você e a mim. E eu gostei disso. Gostei de mim, sentia saudades disso. Senti saudades de sorrir e de me sentir querida, e é assim que me sinto hoje. Dia 3 de janeiro. Um novo começo. Sem tantas expectativas, já que viver tem me tomado muito tempo. Hoje eu não espero mais, vou atrás. Hoje, quem mais importa, sou eu. Nunca mais será como foi um dia, mas ainda assim, talvez um dia, seja até pior. Ou melhor. Mas você sabe, no fundo, que depois de tudo que aconteceu, nada mais vai te fazer cair. E se fizer, você vai conseguir levantar, com passos leves e graciosos, até levantar e sorrir para o mundo, dizer que hoje, você se basta e quem estiver com você, é porque também consegue ver e crer nisso, crer em si mesmo. É isso. Hoje eu não quero todas as loucuras, eu quero alguém, eu quero você, pra estar aqui. Apenas estar. Eu quero você pra conversar, eu quero ouvir você tocar e cantar enquanto eu olho e penso como pude não saber como era alguém que realmente estava presente. Você está. Por quanto tempo? Não importa. O que importa é que está, e estou feliz. Feliz mesmo.
"E me dá uma saudade irracional de você. Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas… Dizer que te considero - pode ser por mais um mês, por mais um ano, ou quem sabe por uma vida - e que hoje, só por hoje ou a partir de hoje (de ontem, de sempre e de nunca), é sincero…"
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
e..
Sabe, hoje a gente não vai começar com aquele clichê de sempre.
Hoje não é o dia pra falar daquilo que gostamos de chamar de passado. Porque é lá que ele deve ficar. Enterrado. Assim mesmo.
Mas nem ouso dizer que um dia o esqueceria, sem ele, não seria quem hoje sou, seja isso bom ou ruim.
Hoje é sobre aquela tal da felicidade.
Normalmente, esta aparece nos lugares mais obscuros e menos prováveis. Provavelmente, é isso que torna tudo mais mágico.
Talvez tudo isso tenha ocorrido porque é difícil não sorrir estando ao seu lado. Talvez seja porque era só o que tinha naquela noite. Não, seria muito fácil. Era só você. Você e eu. Na hora certa, no lugar certo. E isso resultou no que hoje é meu sorriso, daqueles que eu não dava faz alguns bons meses. Nem ouso reclamar
há. fim.
Hoje não é o dia pra falar daquilo que gostamos de chamar de passado. Porque é lá que ele deve ficar. Enterrado. Assim mesmo.
Mas nem ouso dizer que um dia o esqueceria, sem ele, não seria quem hoje sou, seja isso bom ou ruim.
Hoje é sobre aquela tal da felicidade.
Normalmente, esta aparece nos lugares mais obscuros e menos prováveis. Provavelmente, é isso que torna tudo mais mágico.
Talvez tudo isso tenha ocorrido porque é difícil não sorrir estando ao seu lado. Talvez seja porque era só o que tinha naquela noite. Não, seria muito fácil. Era só você. Você e eu. Na hora certa, no lugar certo. E isso resultou no que hoje é meu sorriso, daqueles que eu não dava faz alguns bons meses. Nem ouso reclamar
há. fim.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Você não merecia.
Você não merecia.
Quando encostava suavemente tua mão em meu rosto e se aproximava até que nosso olhar, nossa respiração passasse a ser simultanea e intensa. Seus lábios encontravam em mim uma fuga, enquanto os meus te transmitiam sentimentos que até então pareciam irreais.
Você não mereceu.
Se houvesse um filme sobre nós, ninguém veria. Nem mesmo eu. Para comprovar que aqueles sorrisos hoje foram em vão?
Você não merece.
Naqueles dias em que vi você arrumando sua máscara e sorrindo daquele jeito que me conquistou e hoje soa como nada para você. E infelizmente, para mim.
Apenas mais um na multidão. Apenas mais um que iria embora olhando um passado.
Um passado que nunca pertenceu a você.
Pois não era merecedor, suas escolhas hoje refletem o que venho me tornando.. Tola.
Deu seu coração a um monte farsas e falta de amor próprio que gostava de ser chamado de ser humano.
Tudo isso são vestígios de você.
Você não merecia.
As lágrimas, as bebidas e as promessas que continuo cumprindo agora que você já esqueceu que um dia as pronunciou. E meu coração acelera sempre que penso.
E você nunca mereceu. - Nunca
E talvez nunca saiba quais consequências sua indiferença causou. Talvez nem eu saiba.
E você continua sem se importar e merecer.
- O problema é que eu te amo, não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto;
Quando encostava suavemente tua mão em meu rosto e se aproximava até que nosso olhar, nossa respiração passasse a ser simultanea e intensa. Seus lábios encontravam em mim uma fuga, enquanto os meus te transmitiam sentimentos que até então pareciam irreais.
Você não mereceu.
Se houvesse um filme sobre nós, ninguém veria. Nem mesmo eu. Para comprovar que aqueles sorrisos hoje foram em vão?
Você não merece.
Naqueles dias em que vi você arrumando sua máscara e sorrindo daquele jeito que me conquistou e hoje soa como nada para você. E infelizmente, para mim.
Apenas mais um na multidão. Apenas mais um que iria embora olhando um passado.
Um passado que nunca pertenceu a você.
Pois não era merecedor, suas escolhas hoje refletem o que venho me tornando.. Tola.
Deu seu coração a um monte farsas e falta de amor próprio que gostava de ser chamado de ser humano.
Tudo isso são vestígios de você.
Você não merecia.
As lágrimas, as bebidas e as promessas que continuo cumprindo agora que você já esqueceu que um dia as pronunciou. E meu coração acelera sempre que penso.
E você nunca mereceu. - Nunca
E talvez nunca saiba quais consequências sua indiferença causou. Talvez nem eu saiba.
E você continua sem se importar e merecer.
- O problema é que eu te amo, não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto;
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Tudo o que eu queria te dizer

"Rique,
há dois anos que eu pareço um disco riscado, repetindo sempre a mesma coisa, que eu gosto de você mas não gosto do seu esnobismo, gosto de você mas não gosto do seu jeito escorregadio, gosto de você mas não gosto da sua vaidade. Estou sempre falando as mesmas palavras, e a gente vai se desencontrando, se desentendendo, seja no silêncio ou na repetição, nunca se afastando realmente e também nunca juntos, uma lenga lenga que pode até parecer amor - eu acreditava que fosse amor, por isso passei esses dois anos controlando meu tom de voz, acendendo uma vela pra deus e outra pro diabo, querendo você perto e longe ao mesmo tempo, então repetia: gosto disso em você mas não gosto daquilo, sempre com medo de que você se irritasse de vez e fosse embora, mas com medo também que você ficasse e me fizesse sofrer mais e mais. Dois anos, Ricardo, pedindo pra você me deixar em paz e nas entrelinhas gritando: me ame, seu idiota! E você surdo, mudo, cego e burro, desperdiçando o que eu tenho de mais sagrado, de mais inteiro e mais honesto, você sempre foi covarde que eu sei. Covarde. É por isso essa carta agora, Ricardo, para mudar de tom e arriscar, vou dizer o que penso, mas agora sem contemporizar, não mais contrabalançando minha decepção com as coisas que eu gosto em você, vou te dizer apenas o que eu não gosto, e azar se isso nos separar de vez, já não há remendo possível de qualquer maneira.
Te acho não só covarde, como mascarado, ainda que bem disfarçado por trás da sua lábia e de suas inócuas intenções. Se você tivesse 17 anos, ainda dava pra entender essa sua fixação em seduzir por seduzir, para colecionar trófeus. Todo mundo passa por uma fase de auto afirmação, mas aos 35, Ricardo, já era hora de você parar de blefar e investir em algo real, um sentimento que preencha a vida, você acha isso tão aprisionante? Pois prisioneiro você já é desta tua auto imagem que propaga para qualquer rabo de saia e que é falsa, incipiente, ridícula. O que adianta fazer as mulheres caírem aos teus pés por dois ou três meses, se depois elas descobrem o engodo e passam a desprezá-lo? Se você fosse orgulhoso mesmo, reduziria o número de vítimas e aumentaria o número de amigas. Porque se continuar sendo moleque vai morrer bem sozinho, ou com alguma namorada de ocasião, dessas que não vão lhe dar filhos nem justificar seus dias gastos. Você gasta seus dias com o supérfluo. E se acha tão profundo.
"Outra apaixonada", você deve estar pensando. Não negarei, sou mesmo apaixonada por você, mas menos, bem menos do que já fui, pois já consigo enxergar quem você é, e quem você pensa que é, duas figuras bem distintas, pois você pensa que é especial, e não passa de uma caricatura de homem, de um disfarce bem feito, um boneco de cera daqueles que a gente diz, nossa, mas é igualzinho a um ser humano, só que olhando de perto a gente vê que a expressão não muda, o olhar não brilha, a pose é sempre a mesma.
Pobre você, don juanito, que teve mulheres bacanas na mão, não só eu, mas eu inclusive. Você que podia ter dado um basta nas suas pretensões e ter vivido um caso de amor igualzinho aos de seus amigos, bem demorado e bem curtido, mas ora, imagina, Ricardo Saraiva Paz Vieira, ilustre ninguém, não podia ser mais um, tinha que se destacar, e se destacou como um pretenso bom partido, enquanto não passava de um produto mal acabado de gente. Você prometia. Tinha, e tem, potencial. Só não sabe o que fazer quando chega a hora de se entregar, prefere escapulir feito um rato.
Rique, magoei você o suficiente para me odiar, para me chamar de maluca, para tripudiar sobre meu destempero? Não me importo, você pode estar menosprezando minhas palavras agora, mas elas vão entrar uma por uma na sua cabecinha, vão morar aí por alguns dias até que você consiga mais duas ou três trouxas que o distraiam e o façam esquecer de quem você realmente é, um arremedo de homem, um protótipo, um rascunho, isso, você é o rascunho do homem perfeito, um layout, fica sempre devendo a finalização, o mulherio paga e não te recebe, você deve achar isso muito divertido. Mas, escuta, o único palhaço aqui é você, porque no final das contas é você que resta sempre sozinho, sem uma história verdadeiramente bonita pra contar.
Hoje não tem quero e não quero, gosto e não gosto, acabaram-se os meus cuidados com você, o morde e assopra, você não merece meu carinho, meus elogios, meu apoio, nunca soubre retribuir nem agradecer, considera-se merecedor de todos os afetos, quem é você, um príncipe escondido nesse quarto e sala em que vive, dirigindo seu Corsa como se fosse uma nave espacial, olhe bem pra você, nem bonito você é, nem bonito.
É o homem que eu amo, e isso lhe deveria servir. Mas, se não serve, se você dispensa esse tipo de sentimento barato, fazer o quê?
Para mim é sofrimento localizado, e demorado, admito, mas não vai durar tanto quanto a sua catástrofe emocional, que é pra sempre.
Cecília"
Tudo que eu queria te dizer - Martha Medeiros.
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