domingo, 14 de março de 2010

whatever

Ela passou dias e dias procurando. Procurando esperança, procurando amor, procurando qualquer vestígio que fosse de que sua vida realmente servia pra alguma coisa. Nada. Não encontrou esperança, o amor já não parecia fazer sentido, e não havia um rastro sequer de vida (não estamos falando apenas da vida dela, mas a vida ao redor). É nisso que dá se entregar, meus amigos. Me diga algum tipo de entrega que já lhe trouxe felicidade intensa. Veja bem, eu tive e seria mentira dizer que talvez possa ainda ter essa felicidade, esse amor. Mas chega uma hora que você sente. Eu me entrego e já. de repente não é o suficiente. Não é o suficiente pra mim. Me dói tanto pensar que talvez seja unilateral, e tenho dito. A besteira é pensar que o que Eu penso possa realmente fazer diferença ou modificar destinos. Eu não costumo modificar destinos. Sempre sou modificada e a cada dia que passa sinto que uma parte de mim se esvai sem que ninguém perceba, como se alguém pudesse sentir se isso é ou não o suficiente. Talvez realmente não seja, quem disse que eu sei ver o que é ou deixa de ser suficiente? Eu raramente vejo algo. Esperança tem sido alimento indispensável em todos os dias que passam, mas ela provavelmente é jogada fora todos os dias também. Olha se você pudesse um dia fazer algo por mim, só por mim, se você pudesse pensar em como eu me sinto e fazer com que eu me sentisse a princesinha do teu castelo, como nos contos de fada, talvez eu acreditasse;
E todas as vezes que eu disse entender? Era só espera, porque todos dizem que a espera pode trazer o objeto desejado.
Tá legal, cansei de esperar. O que se faz com isso em mãos? Eu não sei nem desistir. Imaginar outras coisas, nossa, fere mais do que qualquer tipo de ferida que eu possa sofrer externamente.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Hold on, don't be scared :*

E o quarto é tão branco que quase posso sentir todas as películas que o fizeram ser dessa cor.
Cor? Que cor? Por Deus, isso é uma ausência tão grande que quase posso toca-la.
A cada dia que passa, ele se torna menor, e não há escapatória, não existem pontas, não existem janelas, não existe saída de emergência.
Ele está se movendo, se fechando, se acabando, e a cada dia que passa o branco se torna mais pálido, e eu já não me enxergo mais como um ser único, uma pessoa, sou apenas um ponto preto no meio daquela imensidão branca, e nada faz com que ela vá embora, ao menos se eu pudesse usar algo para interferir, colorir, promover certas mudanças.. mas pra isso, necessitaria de muito esforço, coisa que eu não obtenho de modo algum agora.