Sabe, estive pensando nas palavras que deveria usar pra falar sobre você. Sobre o que houve.
Não vou jogar mil palavras ao vento que talvez não tenham sentido, que talvez não sejam as que eu realmente gostaria de estar falando.. escrevendo.
Eu sempre achei interessante esse tipo de pensamento, a forma como você equilibra tudo o que quer falar e transcreve em tópicos, como se não fosse nada, como se fosse fácil e estivesse ao alcance de todos ler e entender sobre o que você diz. Nem você mesmo deve saber.
Foi como um sopro, um sopro de vida, quem sabe? Ainda não entendi o que foi, e se já foi. Foi como levantar os olhos e de repente sentir aquele vento, aquele que você sente que vai durar horas, que vai fazer você sentir vida, e com um passe de mágica se vai, como se nunca estivesse passado ali.. mas esteve, sim, acredite. Quando você fecha os olhos e vê o sol te cegando, você se recorda daquilo.. Um vento? Não, muito rápido pra ser chamado disso. Talvez um sopro. Só. Uma brisa. Algo que veio e fez você pensar e esperar demais, crer demais, pra ir embora assim, do jeito que veio. Sem perguntar se podia entrar, se podia tomar conta de coisas, coisas demais. Sem perguntar se você realmente queria parar de estar naquela situação, pra começar a viver outra.
E lá está você. Vivendo outra coisa. Respirando de novo. E ele se foi.
E então você olha pra trás, com esses seus olhos cheio de medo, sim, medo, por ter deixado ele vir e entrar tão rápido em você, aquele sopro. Porque pra você, ele fez mais sentido que todo aquele vendaval que até então era tudo que você conhecia. Chegou rápido, durou segundos. Mas de forma tranquila, de forma que fez você repensar tudo o que já havia acontecido. E fim.
Bem assim, bem teatral, bem nada, assim como você temeu. Você conseguiu.
Tudo que imaginou, está aí. É agora.
De alguma forma, aqueles segundos pareceram décadas. Começa-se a repensar o significado real da palavra TEMPO e o quanto ele modifica as coisas. O quanto o tempo é na verdade nada. O quanto a intensidade pode modificar o que às vezes nenhum tipo de tempo modifica.
E hoje? Hoje vai tudo bem. Obrigado.
H0je a gente procura alguém, aquela pessoa, pra que você possa contar o que houve com você, pra que talvez alguém entenda e te explique o que foi isso que acabou de te acontecer. Ou talvez já faça tempo. O que importa é que é. É assim.
E nas fotos, aquelas antigas fotos, anos atrás, eu estava sorrindo, sem esperar que hoje olhar pra elas não mais faria sentido, porque você está nelas. É. Como se hoje bastasse alguma palavra bonita sobre como o tempo não afetou o sentimento pra você. Afinal, já afetou coisas demais, não acha?
O tempo? O tempo não nos caiu bem,
mas quem sabe, um dia... é o que você tem me feito acreditar, não é?
Um dia...
É o que tem pra hoje.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
just.. don't
Por hoje, eu vou escrever que cansei de ir atrás, de escrever rimas, canções, dizendo o que farei ou que faria por alguém – mesmo que esse alguém não saiba realmente que é a minha inspiração.
Por hoje, eu não farei nada, hoje será uma espera; esperar que me façam uma surpresa, que me surpreendam.
Por hoje, não escreverei mais sobre minhas intenções, sonhos e desejos, esperarei atos que sejam direcionados à mim, e a mais ninguém.
Hoje, só hoje, as coisas não irão depender de mim.
Hoje eu abri mão.
Um dia frio –
.que me esquente com teu abraço
Por hoje, eu não farei nada, hoje será uma espera; esperar que me façam uma surpresa, que me surpreendam.
Por hoje, não escreverei mais sobre minhas intenções, sonhos e desejos, esperarei atos que sejam direcionados à mim, e a mais ninguém.
Hoje, só hoje, as coisas não irão depender de mim.
Hoje eu abri mão.
Um dia frio –
.que me esquente com teu abraço
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
behind closed doors :)
Hoje é dia três de janeiro de 2011. É, mais um ano começa.
Neste ano, não estou apostando tanto em tantas coisas, nem fazendo milhões de planos e promessas que talvez sejam esquecidas até o carnaval. Este ano, tudo vai ser diferente.
Me recordo do ano de 2010.
Foi um ano um tanto quanto conturbado, cheio de promessas e sonhos, e adivinhe onde tudo isso foi parar? Naquela palavra, aquela palavrinha que costuma modificar destinos e roteiros, de um jeito nada promissor. Ilusão. Nem ouso tentar explicar o sentido dessa palavra, só quem passa a entende, e eu espero que você não entenda.
Foi metade do ano criando sonhos e expectativas, e a outra metade tentando viver quebrando e pisando em cima de cada uma delas, uma por uma, como se não fossem nada, já que pra algumas pessoas era isso, NADA. E a vida segue em frente. Você consegue continuar fazendo as atividades diárias, quase ninguém nota como sua vida sofreu uma modificação. Como você mudou. Ninguém crê. Você já passou da idade de refletir em todo o seu guarda roupa a mudança que na verdade ocorreu na sua mente e principalmente, no seu coração. Continua. Respira, faz coisas que um dia achou estúpidas, passa por cima de conceitos que eram teus, e você vai. Vai até o alto, você pensa estar nas nuvens, e um dia acorda e se depara com o mais profundo poço. Aquele mesmo. Você culpa os outros, você acha que é tudo culpa deles. E não é. Nunca é. Você sempre vai sofrer, mas estar no fundo daquele poço, foi opção sua, e só sua. Então você tenta modificar seu destino novamente, sai para lugares diferentes, faz as famosas loucurinhas e começa a sentir aquele sopro de felicidade. Ela vai embora rápido, tenho que assumir. Mas começou a passar por ali, pelo menos. Então você começa a querer perdoar, perdoar todo aqueles que te fizeram mal, te fizeram sofrer, e não tiveram nem a decência de te dizer: ADEUS pra que você pudesse tentar se acostumar aos poucos com aquela ausência. Você os perdoa e, acima disso, SE perdoa por permitir que fizessem tudo aquilo com você. É uma página virada. Mas ainda sangra, ainda te atormenta, mas você sorri, olha pra trás e pensa que tem um motivo pra estar lá, e é lá que deve continuar. Você começa a acreditar naquele sorriso, e crer que um dia, ele realmente será real. E vai ser. Então você finalmente está pronto pra se permitir. Começa a voltar a ser quem um dia você foi. Não, mentira. Você nunca mais será igual. Hoje você é uma nova versão do que um dia você foi. E está feliz assim, apesar das cicatrizes te causarem novos receios. Não se arrependa do tempo fazendo sonhos, que talvez, mas só talvez, tenham sido feitos só por você e por mais ninguém, pois um dia, eles foram reais. Mesmo que por um décimo de segundo, eles foram. Acredite nisso. Deixe eles irem embora agora.
O meu ano estava quase no fim, e tive ciência de tudo isso. Estive em paz. E um dia, aquilo aconteceu. Eu fui sorrindo, eu fui dançando, eu fui sendo apenas.. eu. Coisa que eeu não era fazia um tempo, graças a você e a mim. E eu gostei disso. Gostei de mim, sentia saudades disso. Senti saudades de sorrir e de me sentir querida, e é assim que me sinto hoje. Dia 3 de janeiro. Um novo começo. Sem tantas expectativas, já que viver tem me tomado muito tempo. Hoje eu não espero mais, vou atrás. Hoje, quem mais importa, sou eu. Nunca mais será como foi um dia, mas ainda assim, talvez um dia, seja até pior. Ou melhor. Mas você sabe, no fundo, que depois de tudo que aconteceu, nada mais vai te fazer cair. E se fizer, você vai conseguir levantar, com passos leves e graciosos, até levantar e sorrir para o mundo, dizer que hoje, você se basta e quem estiver com você, é porque também consegue ver e crer nisso, crer em si mesmo. É isso. Hoje eu não quero todas as loucuras, eu quero alguém, eu quero você, pra estar aqui. Apenas estar. Eu quero você pra conversar, eu quero ouvir você tocar e cantar enquanto eu olho e penso como pude não saber como era alguém que realmente estava presente. Você está. Por quanto tempo? Não importa. O que importa é que está, e estou feliz. Feliz mesmo.
"E me dá uma saudade irracional de você. Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas… Dizer que te considero - pode ser por mais um mês, por mais um ano, ou quem sabe por uma vida - e que hoje, só por hoje ou a partir de hoje (de ontem, de sempre e de nunca), é sincero…"
Neste ano, não estou apostando tanto em tantas coisas, nem fazendo milhões de planos e promessas que talvez sejam esquecidas até o carnaval. Este ano, tudo vai ser diferente.
Me recordo do ano de 2010.
Foi um ano um tanto quanto conturbado, cheio de promessas e sonhos, e adivinhe onde tudo isso foi parar? Naquela palavra, aquela palavrinha que costuma modificar destinos e roteiros, de um jeito nada promissor. Ilusão. Nem ouso tentar explicar o sentido dessa palavra, só quem passa a entende, e eu espero que você não entenda.
Foi metade do ano criando sonhos e expectativas, e a outra metade tentando viver quebrando e pisando em cima de cada uma delas, uma por uma, como se não fossem nada, já que pra algumas pessoas era isso, NADA. E a vida segue em frente. Você consegue continuar fazendo as atividades diárias, quase ninguém nota como sua vida sofreu uma modificação. Como você mudou. Ninguém crê. Você já passou da idade de refletir em todo o seu guarda roupa a mudança que na verdade ocorreu na sua mente e principalmente, no seu coração. Continua. Respira, faz coisas que um dia achou estúpidas, passa por cima de conceitos que eram teus, e você vai. Vai até o alto, você pensa estar nas nuvens, e um dia acorda e se depara com o mais profundo poço. Aquele mesmo. Você culpa os outros, você acha que é tudo culpa deles. E não é. Nunca é. Você sempre vai sofrer, mas estar no fundo daquele poço, foi opção sua, e só sua. Então você tenta modificar seu destino novamente, sai para lugares diferentes, faz as famosas loucurinhas e começa a sentir aquele sopro de felicidade. Ela vai embora rápido, tenho que assumir. Mas começou a passar por ali, pelo menos. Então você começa a querer perdoar, perdoar todo aqueles que te fizeram mal, te fizeram sofrer, e não tiveram nem a decência de te dizer: ADEUS pra que você pudesse tentar se acostumar aos poucos com aquela ausência. Você os perdoa e, acima disso, SE perdoa por permitir que fizessem tudo aquilo com você. É uma página virada. Mas ainda sangra, ainda te atormenta, mas você sorri, olha pra trás e pensa que tem um motivo pra estar lá, e é lá que deve continuar. Você começa a acreditar naquele sorriso, e crer que um dia, ele realmente será real. E vai ser. Então você finalmente está pronto pra se permitir. Começa a voltar a ser quem um dia você foi. Não, mentira. Você nunca mais será igual. Hoje você é uma nova versão do que um dia você foi. E está feliz assim, apesar das cicatrizes te causarem novos receios. Não se arrependa do tempo fazendo sonhos, que talvez, mas só talvez, tenham sido feitos só por você e por mais ninguém, pois um dia, eles foram reais. Mesmo que por um décimo de segundo, eles foram. Acredite nisso. Deixe eles irem embora agora.
O meu ano estava quase no fim, e tive ciência de tudo isso. Estive em paz. E um dia, aquilo aconteceu. Eu fui sorrindo, eu fui dançando, eu fui sendo apenas.. eu. Coisa que eeu não era fazia um tempo, graças a você e a mim. E eu gostei disso. Gostei de mim, sentia saudades disso. Senti saudades de sorrir e de me sentir querida, e é assim que me sinto hoje. Dia 3 de janeiro. Um novo começo. Sem tantas expectativas, já que viver tem me tomado muito tempo. Hoje eu não espero mais, vou atrás. Hoje, quem mais importa, sou eu. Nunca mais será como foi um dia, mas ainda assim, talvez um dia, seja até pior. Ou melhor. Mas você sabe, no fundo, que depois de tudo que aconteceu, nada mais vai te fazer cair. E se fizer, você vai conseguir levantar, com passos leves e graciosos, até levantar e sorrir para o mundo, dizer que hoje, você se basta e quem estiver com você, é porque também consegue ver e crer nisso, crer em si mesmo. É isso. Hoje eu não quero todas as loucuras, eu quero alguém, eu quero você, pra estar aqui. Apenas estar. Eu quero você pra conversar, eu quero ouvir você tocar e cantar enquanto eu olho e penso como pude não saber como era alguém que realmente estava presente. Você está. Por quanto tempo? Não importa. O que importa é que está, e estou feliz. Feliz mesmo.
"E me dá uma saudade irracional de você. Uma vontade de chegar perto, de só chegar perto, te olhar sem dizer nada, talvez recitar livros, quem sabe só olhar estrelas… Dizer que te considero - pode ser por mais um mês, por mais um ano, ou quem sabe por uma vida - e que hoje, só por hoje ou a partir de hoje (de ontem, de sempre e de nunca), é sincero…"
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