quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sabe, eu achei que o que eu sinto talvez tivesse diminuído, que talvez, eu estivesse sendo mais feliz agora. Cheguei a pensar que os dias realmente estavam levando tudo embora, e você, apesar de estar em meus pensamentos sempre.
E fomos surpreendidos novamente.

Ela para e olha pro céu enfim tentando procurar uma resposta pra isso que estava acontecendo. Não via nada. Nada. Nem o azul ofuscante da madrugada parecia tomar lugar na mente vazia - ou quem sabe cheia demais - E então. Pf. Ela simplesmente olhou demais pra um ponto em questão que não deveria ter olhado, aliás, sequer sentido sua presença - por menor que tenha sido esse "sentir".

Aquele sorriso. Aquele olhar.
Não mais meus. Nunca mais meus. Talvez, nunca nem tenham sido meus.
Porém, um dia, num tempo distante, eles sorriram por mim.
Hoje, eles já não fazem nada. Eu não sorrio mais por você.

Talvez as memórias tivessem me enlouquecendo, mas eram antigas. Essa é atual, e eu não quero mais.

Me diz, como tirar o pensamento, as lembranças, colocar em um potinho e jogar no mar? Quem sabe você não as encontre e se lembre o que parece não fazer sentido mais.

Eu to cansada. O que acontece agora?
E os abraços, os carinhos, todos perdidos?
E você?

e v o c ê, PORRA? _|_

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Runaway

Seria isso o que alguns gostam de chamar de fuga?
Sinceramente, não sei.
Não tenho pensado a respeito.

Entre uma coisa e outra, entre uma porta se abrindo e outra se fechando,
você aparece. Aparece e quase fala comigo. É quase como se você estivesse aqui.
Ah, que mentira. Sua ausência é tão grande que posso senti-la mais fundo do que qualquer corte que por ventura obtive.

Os detalhes são essenciais ultimamente, cada qual tem sua história, a história ligada a você.
E eu fujo.

É quase como se você me perseguisse, e eu tento correr de você a todo custo, e ao mesmo tempo, rezo pra que você me alcance, para que você diga, que as coisas vão ser felizes, no final.

E eu vou andar na ponte com os olhos vendados, e com a mão segura.
É quase como se eu tivesse um porto seguro na perdição que é isso que estou vivendo.
É, talvez eu seja a garota mais estúpida do mundo.

Talvez eu queira que você olhe.
Talvez, mas só talvez, eu queira que ninguém mais note as futilidades.
Olhe para dentro do meu coração e tente enxergar.

Olhe para fora. olhar para dentro já está ficando fora de moda, não acha?
egoísta.

domingo, 20 de junho de 2010

whatever __

Nesses dias, nesses tempos, a pior coisa que existe é pensar. Então você se agarra a milhares de tarefas, e as faz com muito capricho - ou pensa que faz. Você cozinha, você tricota, whatever, mas algo você faz. Eu cuido de crianças. É única coisa que tem funcionado pra me trazer um pedaço de paz. As crianças tem aquela magia que todo mundo está perdendo, elas dizem a verdade, elas te dão sem precisar de nada em volta, elas fazem o seu dia único, mesmo que tenham acabado de te conhecer.
Hoje eu cuidei de duas crianças, e elas são mágicas. Fico imaginando que se um dia tiver filhos, poderiam ser como eles. Se um dia eu chegar a ter uma família, que seja como ela, daquela festa. E mesmo assim, enquanto todos eles se divertiam, entre um puxão e outro, uma bolinha e outra, meu pensamento conseguia sumir de tudo e se focar em você. Eu mudava o rumo, e quando não conseguia, alguma delas vinha me acordar. Me dizer que eu sou linda, e que me amavam. E disso, eu nunca vou duvidar. É uma das únicas coisas que tenho certeza.

Claro, toda família tem suas falhas. Presenciei uma. E observei o carinho e o cuidado que tive pra que apenas eu presenciasse.. talvez, isso seja algo como amor.

Eu não sei mesmo o que é o amor, eu não sei o que é a paixão, não sei mesmo o que é estar apaixonado. Passo meus dias tentando esquecer, e as noites tentando olhar pro lado e fingir que eu não espero, que não falta nada, que eu estou simplesmente completa. Mudo de assunto, fujo dos pensamentos. Nada funciona. No fim, o que eu tiver fazendo, volta à você. Se você some dos meus pensamentos, aparece nos sonhos.. Eu já não sei o que fazer, o que pensar. Disse pra mim mesma e pra todos que eu decidi esquecer. Esquecer o que, merda? Se tudo que eu lembro é você, e dos momentos em que eu tive certeza de que você era autêntico, de que você era a pessoa que eu procurei. E eu ainda tenho. Tenho?! Merda, por que? Porque passar por tudo isso, porque você não volta? Eu quero que você volte. Eu quero que você lute. Mas pelo jeito você já desistiu. Você já está em outra(s), e nem um oi eu ganho mais...

E um simples "você quer que eu te deixe onde hoje?" é capaz de acarretar tudo isso. Porra, uma saudade, uma vontade de voltar em um dia. Um dia que eu estava tão feliz.

Que fraca, estúpida.. Não coloque sua felicidade em alguém, faça dessa pessoa um motivo. Meu motivo se foi, e agora? Os outros motivos não estão conseguindo tirar você de mim. Não ainda.

Mas um dia, um dia eles irão conseguir,
um dia, você não será mais nada pra mim. E isso dói.
Eu não quero. Eu preciso querer.
Como eu faço pra esquecer?
Como eu faço pra querer esquecer?

Porra, é dificil falar, eu sinto a merda da sua falta?

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Velhas novidades.

Ontem, enquanto andava na rua, ela pensava sobre tudo o que havia acontecido, e como em um sopro.. algo veio a sua mente.
Na verdade, apesar de todos dizerem a ela o quanto ela estava errada sobre certas coisas, o quanto era errado que ela insistisse, ela nunca havia pensado nisso, afinal, ela não imaginava que fosse realmente verdade.
Porém, entre uma rua e outra, uma esquina vazia e pessoas sem expressão alguma passando, ela teve esse sopro, essa luz.

Deus, o que estou fazendo? Quem estou enganando, além de mim mesma? Eu estou insistindo, eu estou esperando, eu não te odeio, embora talvez, devesse. Passei tanto tempo pensando em nós dois, e em como eu não queria que isso acabasse, como eu não queria superar, como eu simplesmente não podia conviver com o fato de que eu teria outros e você outras.
Porém, o fato era este: Isto já havia acontecido.
Unicamente e somente porque você quis, e, por mais que eu congele meu coração pra que isso não passe, já se modificou, você já não sente o mesmo, eu estou lutando por uma guerra que já foi perdida.

Neste instante, sentiu seus olhos encherem de lágrimas, e pensou que dessa vez seria mais forte, aguentaria firme. Tentou seguir o mundo. Continuar andando.

Farol vermelho, amarelo, verde. E todos passavam como se a vida fosse algo de graça, algo feliz.

E ela parava.

E dizia: eu andei no sinal vermelho, fui na contra-mão, lutei por um possivel recomeço quando não entendi nem que o fim já havia chegado. E você já estava distante. Talvez, você não se importasse.

Pensou em continuar andando, andar a noite inteira, a madrugada inteira, até entender, até encontrar um novo caminho a seguir, como proceder, como agir. Mas a verdade é que ela não sabia. E naquela hora, naquele minuto, ela entendeu que na verdade, não estava fazendo absolutamente nada para sair daquela situação, porque sair, seria superar, e superar, seria não ter vestígios de você. E percebendo isso, ela enlouquecia, porque por mais uma vez, mais um dia, ela passava sofrendo, pensando, chorando, por alguém que não pensava absolutamente nada, exceto nele mesmo.

Isto está ficando ridiculo, pensou. Preciso esquecer.
Mas pensar em esquecer, doia mais do que pensar em insistir.
De qualquer jeito, ela sofria no final.

Ela estava parada. E nada havia a sua frente além de neblina, e mãos amigas tentando guia-la para um lugar pra onde ela decididamente não queria, ou não estava pronta, pra ir.

domingo, 13 de junho de 2010

wake up

E então, ela acordou.

Fazia tempo que não tinha um sonho desses, ou um sentimento parecido. Ela fechou os olhos novamente, tentando traze-lo de volta, mas agora já era tarde. Ela acordara.
No sonho, as coisas saiam exatamente como ela queria, e ninguém era magoado, além dela mesma, por sentir que era um tipo de felicidade clandestina, algo que não aconteceria de verdade, não nessa vida.

A visão dela está cada vez mais estranha. E seus olhos insistem em querer fechar, ou procurar um sentido nisso que chamamos de vida.

Olha pra dentro. É lá que você encontra as respostas.

É só cansaço. De se machucar, de observar as pessoas fazerem tudo errado, e isso causar danos a ela, e só ela.

A melhor parte de estar do jeito que ela está, é que agora, ela não espera mais - em vão - que o telefone toque. Afinal, ele nunca tocou.

tnxtoyou

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Quando você acha que não dá pra ficar pior, você se engana, novamente.
Decepção. Just it.

Nunca mais

a falta de.

As pessoas dizem a todo instante que todo fim é um novo recomeço. Desculpe. Pra mim, um fim sempre será Um Fim. Uma pessoa indo embora, abraços apertados de quem não vai mais se ver, um adeus distante, ou um afastamento que ocorre sem que ninguém perceba, ou ninguém faça questão de observar. Lágrimas, a loot of tears. E se alguém ousar dizer que isso é um recomeço, alguém me acorde, porque isso é apenas o chamado Fim. três letras. Letras que machucam mais do que qualquer outra, letras que produzem drásticas mudanças.

Mentira, mentira.
E você diz que fica feliz com finais.
Finais são sinonimo de tristeza, mesmo que - para os crédulos - traga um dia, a tal felicidade.

Começos? Começos deveriam ser felizes. E começar ocorre quando você já se reconstruiu, ou quando te obrigam a fingir isso. Não venha com lição de moral, eu não vou mais mentir, me enganar, dizer que vai ficar tudo bem.

A história não recomeça. O que nós gostariamos não acontece. O fim não é um recomeço.
Um recomeço é algo que eu, sinceramente, não quero.

Exige demais. Mais força, mais coragem, e, um dia, um novo fim.
Desculpe-me, eu sou sim covarde o suficiente pra assumir.
Não quero tudo isso de novo, obrigada.

Quero uma formula pra acabar com esse fim, e não para um chamado novo recomeço.
Esse, pode ficar longe. Leve você com ele.

o que há com o mundo, nesses dias, onde tudo parece acabar, se perder?

tchau.

E mais um fim chegou

terça-feira, 8 de junho de 2010

Tempo demais.

Só tempo demais.

Haha. Sim, é tempo demais.
Meu Deus. Que saudade é essa?
Que sufoco no peito, que voz.
Sua voz.
Minha mente.

Os momentos passam como se fossem um filme,
e já não há como apertar stop, ou pause.
Você está me enlouquecendo, sem ao menos saber.
Sem saber se meu dia foi bom, sem saber se um dia, eu ousaria voltar.
Não. Eu não vou voltar.

Eu não vou.
eu não vou.
E vou repetir isso quantas vezes for preciso, até que faça algum sentido.

Mas por que, hein?

Olhei as estrelas e procurei nessa imensidão algo que me desse qualquer tipo de sentido.
Não encontrei. Voltei pra cama, olhei pro lado, você também não estava lá.
Não era o dia. não era a epoca. Não! Não!

Eu não posso mais ser assim, eu preciso mudar, preciso fugir, preciso ser alguém melhor - alguém que eu não sou.

Observe minha mudança. Observe o que vocês têm feito com o que sobrou de mim.
Não..

Não se aproxime, não venha mais, não me ligue. Não..
Por favor.. não me deixa sozinha.. Lute.
Não... tudo mentira.

Eu me afasto.. adeus.

procurando um olhar, um olhar que eu nunca mais vou encontrar.
Ter memória é não ter paz.

I hate it.

Pedaços de papel rasgado
Em cima da mesa de um bar
Não fume, não beba, não viva,
Não pense em sonhar

Pedaços de um coração partido
Em frente a uma carta de amor
Não chore, não ligue, não volte,
Não ouse me amar

Milhas e milhas eu fui percorrer
Por milhas eu não soube aonde ir
Às vezes não espero me encontrar
Talvez um dia eu te encontre por aí


toosad

segunda-feira, 7 de junho de 2010

just one day.

Um dia.

como as coisas mudam em um dia..
como alguém pode mudar tanto em um dia?
eu não sei.
Eu mudei. sem exclamações, sem parabéns, sem nada.
Mudança. Simples mudança.
O chamado FIM chegou. E eu nem ouso protestar.
É assim que as coisas são.
É assim que as coisas tem que ser.

Me dá uma dose extra.

nada. um absoluto nada se instala em mim e cresce
nem ouso reclamar;

Não chegue perto. Vai embora.
A hora é agora. A hora é minha. Sai de perto da minha vida,
antes não tivesse conhecido e sentido o que hoje eu sinto.
Não se preocupe. não será por muito tempo.

Semana que vem, as coisas vão fluir e você não passará de um ontem mal resolvido.
de um quase. um quase. que não ocorreu porque você simplesmente não foi capaz.

Haha. e a ironia volta.
E agora, nada mais.
nada que supra merda nenhuma de necessidade.

Nada que faça esquecer.
e é só fechar os olhos, pra tudo voltar.

parabéns, voce fez de novo.

Só um dia.

um dia dos namorados sendo babá. husahusau :)
ninguém disse que algum dia a paz se alcançaria.
ninguém nem ousou dizer que eu desisti.

-

Eu bebi saudade a semana inteira
pra domingo você me dizer
Que não sabe o que quer
E não quer mais saber

Ah, quando eu te peço pouco
É porque eu quero tudo que pode me dar
Quando eu te peço pra esquecer
É porque quero te fazer lembrar
De tudo que
passou

Ah quando eu te digo o que eu não penso
É porque eu não paro de pensar
Quando eu tento me esconder
É porque eu só quero te mostrar
O que eu ainda sou

Deixei um monte de bilhetes na tua casa
O acaso me deixou tão só
Talvez eu ache algo mais forte
Que faça eu me sentir melhor

Depois do que eu já andei
Depois do que eu tenho que andar
Quem sabe outro dia
Eu te encontre em outro lugar...

terça-feira, 1 de junho de 2010

A vida ri de mim então.


Ela então me empurrava pro poço. Dizia pra que eu continuasse, aguentasse firme. E eu aguentei. Entretanto, talvez eu devesse não mais aguentar, sair desse poço que pensa em tirar minha respiração.

Eu a segui.

Fui até o fundo. Até que a única coisa que ficou em minha mente não foi você, ou qualquer outra pessoa. Foi um escuro. Um momento de pausa.

Tentei contar os segundos mas no 10º segundo tudo dissipou-se.

Tudo que eu pensei era no ar. Preciso do ar. Preciso dele com todas as minhas forças.
Preciso respirar. Preciso sair daqui. Preciso, e a única pessoa que vai te tirar disso tudo, desse poço, é você mesma. Respirar é tudo o que você necessita. É tudo que você anseia.

E ao fechar os olhos ela sentia a àgua invadindo sua face, molhando seus cabelos, mas sem levar nada embora, jamais, levar algo embora. essa àgua não modificava-se. Ela continuava a mesma, ela sempre fora a mesma. Imodificável.

E eu só conseguia ver a ausência de cor. E se mais alguns segundos se passassem, de vida também, da minha vida.
Tentei continuar lá. Mas o impulso queria levar-me para cima.

Não. Não me leve para cima. Não me leve para lá onde as necessidades aumentam, onde os desejos são indecifráveis, onde o mundo corre.
Não é esse o dia, não é essa a hora, esse não é o momento.

E tudo era isso. A vontade imensa de poder respirar, a vontade de por um segundo sequer sentir a brisa do vento, sentir algo que pudesse me levar embora.

Levar embora? Levar embora pra onde?
Pra longe dessa vida, pra longe desse poço.

Não se engane. Eu não quis sair do poço quando pude, tive opção. Lá, eu consigo ver apenas as cores importantes. Apenas os dias marcantes. Será essa coisa que chamam de vida? Como encontrar vida, na quase-morte? Ou devo chamar isso de quase-libertação? Não achem que eu quero dizer quase libertação com a morte. Não, a quase morte é um sopro de vida.

O que viria agora?

wait.

que amanhã, quando eu acordar, o dia não amanheça tão dublado.
que amanhã, ao abrir os olhos, eu consiga olhar no espelho e refletir alguém melhor.
que quando eu estiver andando na rua, meu olho cruze o olho dele, e eu consiga um abraço maior e apertado, daqueles que valem mais do que mil palavras, mil desculpas.
que durante o dia, eu consiga andar, com meus proprios passos, sem exitar, sem temer, sem voltar.
que eu consiga, enfim, voar.
que eu peça e mostre a todos o que eu não pude dar e mostrar durante toda essa existencia banal.
mas principalmente, que amanhã, eu tenha êxito, eu consiga ir além.


o que resta? se não a esperança no amanhã.
E eu espero. o amor espera.