quarta-feira, 16 de junho de 2010

Velhas novidades.

Ontem, enquanto andava na rua, ela pensava sobre tudo o que havia acontecido, e como em um sopro.. algo veio a sua mente.
Na verdade, apesar de todos dizerem a ela o quanto ela estava errada sobre certas coisas, o quanto era errado que ela insistisse, ela nunca havia pensado nisso, afinal, ela não imaginava que fosse realmente verdade.
Porém, entre uma rua e outra, uma esquina vazia e pessoas sem expressão alguma passando, ela teve esse sopro, essa luz.

Deus, o que estou fazendo? Quem estou enganando, além de mim mesma? Eu estou insistindo, eu estou esperando, eu não te odeio, embora talvez, devesse. Passei tanto tempo pensando em nós dois, e em como eu não queria que isso acabasse, como eu não queria superar, como eu simplesmente não podia conviver com o fato de que eu teria outros e você outras.
Porém, o fato era este: Isto já havia acontecido.
Unicamente e somente porque você quis, e, por mais que eu congele meu coração pra que isso não passe, já se modificou, você já não sente o mesmo, eu estou lutando por uma guerra que já foi perdida.

Neste instante, sentiu seus olhos encherem de lágrimas, e pensou que dessa vez seria mais forte, aguentaria firme. Tentou seguir o mundo. Continuar andando.

Farol vermelho, amarelo, verde. E todos passavam como se a vida fosse algo de graça, algo feliz.

E ela parava.

E dizia: eu andei no sinal vermelho, fui na contra-mão, lutei por um possivel recomeço quando não entendi nem que o fim já havia chegado. E você já estava distante. Talvez, você não se importasse.

Pensou em continuar andando, andar a noite inteira, a madrugada inteira, até entender, até encontrar um novo caminho a seguir, como proceder, como agir. Mas a verdade é que ela não sabia. E naquela hora, naquele minuto, ela entendeu que na verdade, não estava fazendo absolutamente nada para sair daquela situação, porque sair, seria superar, e superar, seria não ter vestígios de você. E percebendo isso, ela enlouquecia, porque por mais uma vez, mais um dia, ela passava sofrendo, pensando, chorando, por alguém que não pensava absolutamente nada, exceto nele mesmo.

Isto está ficando ridiculo, pensou. Preciso esquecer.
Mas pensar em esquecer, doia mais do que pensar em insistir.
De qualquer jeito, ela sofria no final.

Ela estava parada. E nada havia a sua frente além de neblina, e mãos amigas tentando guia-la para um lugar pra onde ela decididamente não queria, ou não estava pronta, pra ir.

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