terça-feira, 25 de janeiro de 2011

não mais

Sabe, estive pensando nas palavras que deveria usar pra falar sobre você. Sobre o que houve.
Não vou jogar mil palavras ao vento que talvez não tenham sentido, que talvez não sejam as que eu realmente gostaria de estar falando.. escrevendo.

Eu sempre achei interessante esse tipo de pensamento, a forma como você equilibra tudo o que quer falar e transcreve em tópicos, como se não fosse nada, como se fosse fácil e estivesse ao alcance de todos ler e entender sobre o que você diz. Nem você mesmo deve saber.

Foi como um sopro, um sopro de vida, quem sabe? Ainda não entendi o que foi, e se já foi. Foi como levantar os olhos e de repente sentir aquele vento, aquele que você sente que vai durar horas, que vai fazer você sentir vida, e com um passe de mágica se vai, como se nunca estivesse passado ali.. mas esteve, sim, acredite. Quando você fecha os olhos e vê o sol te cegando, você se recorda daquilo.. Um vento? Não, muito rápido pra ser chamado disso. Talvez um sopro. Só. Uma brisa. Algo que veio e fez você pensar e esperar demais, crer demais, pra ir embora assim, do jeito que veio. Sem perguntar se podia entrar, se podia tomar conta de coisas, coisas demais. Sem perguntar se você realmente queria parar de estar naquela situação, pra começar a viver outra.

E lá está você. Vivendo outra coisa. Respirando de novo. E ele se foi.

E então você olha pra trás, com esses seus olhos cheio de medo, sim, medo, por ter deixado ele vir e entrar tão rápido em você, aquele sopro. Porque pra você, ele fez mais sentido que todo aquele vendaval que até então era tudo que você conhecia. Chegou rápido, durou segundos. Mas de forma tranquila, de forma que fez você repensar tudo o que já havia acontecido. E fim.

Bem assim, bem teatral, bem nada, assim como você temeu. Você conseguiu.
Tudo que imaginou, está aí. É agora.

De alguma forma, aqueles segundos pareceram décadas. Começa-se a repensar o significado real da palavra TEMPO e o quanto ele modifica as coisas. O quanto o tempo é na verdade nada. O quanto a intensidade pode modificar o que às vezes nenhum tipo de tempo modifica.

E hoje? Hoje vai tudo bem. Obrigado.
H0je a gente procura alguém, aquela pessoa, pra que você possa contar o que houve com você, pra que talvez alguém entenda e te explique o que foi isso que acabou de te acontecer. Ou talvez já faça tempo. O que importa é que é. É assim.

E nas fotos, aquelas antigas fotos, anos atrás, eu estava sorrindo, sem esperar que hoje olhar pra elas não mais faria sentido, porque você está nelas. É. Como se hoje bastasse alguma palavra bonita sobre como o tempo não afetou o sentimento pra você. Afinal, já afetou coisas demais, não acha?

O tempo? O tempo não nos caiu bem,
mas quem sabe, um dia... é o que você tem me feito acreditar, não é?
Um dia...

É o que tem pra hoje.

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